O problema do amor impessoal.

Amor - Style Coolture

Conversando com um amigo chegamos a seguinte conclusão: Não se ama mais alguém, apenas se ama. Parece confuso? Eu explico:

Em um tempo tão egocêntrico com pessoas voltadas exclusivamente aos seus interesses, já era de se imaginar que reverberaria, mais cedo ou mais tarde, nos relacionamentos. É claro que notamos isso o tempo todo, mas foi naquela conversa que percebi o quanto deixamos de amar outras pessoas para amar aquilo que fantasiamos sozinhos. E ainda, deixamos de amar o Fulano ou a Sicrana para simplesmente amar o Namorado ou a Namorada (ou ambos, em alguns casos).

É como se houvesse uma única onda que nunca terminasse a onda do “Eu te amo” onde a cada fim de relacionamento a pessoa só encaixa outro namorado no cargo garantindo o movimento perpétuo. Não é porque ele é legal, bonito e gosta das mesmas coisas, é porque ele se encaixa na vaga que estava aberta na empresa chamada “Seu mundinho egoísta”.

As particularidades dele? Quem se importa!? Gosta-se de futebol, vai ter que parar de gostar. Se não gosta de balada, vai ter que começar a gostar. Não amamos mais uma pessoa, muito menos aquilo que ela é ou deixa de ser. Amamos o candidato disponível que melhor se encaixa. Ele será a bola da vez e tem 3 meses para não cair da onda, caso contrário… Próximo!

Afinal, sabe aquela pessoa que encontra o amor verdadeiro 6 vezes por ano? Na verdade ela já encontrou a tal pessoa há muito mais tempo: ela própria. Ela ama tanto a si mesma que desenvolveu sonhos e planos de um relacionamento sozinho e vai encaixando outra pessoa até que não se sinta mais satisfeita com a história – ou até perceber que ninguém vai ser esse namorado perfeito que faz tudo o que ela quer. Essa tal pessoa viciada em paixões, na verdade, nem está apaixonada, só está feliz por encontrar alguém que parece corresponder a tudo aquilo que ela já planejou, não importa se é o João, o José ou o Juliano.

Paramos de amar pessoas para amar competências de cargo… E isso é um baita de um problema!

DoisNamorados ©

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